Maria Beatriz Furtado
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UFC em dose dupla

UFC em dose dupla

Chegou a tão esperada semana da luta do UFC e mesmo com o clima de copa do mundo, quem é fã de MMA está mesmo empolgado com esses eventos!

Já começa na sexta, com a final do TUF 27, onde o evento principal quem faz é Brad Tavares e Israel Adesanya.

Tavares participou do TUF em 2010 e não sabe o que é uma derrota desde 2015, quando perdeu para o atual campeão Robert Whittaker. Adesanya segue invicto até o momento com 13 lutas no cartel. Bela combinação.

Nesta noite também contaremos com Alex Caceres, que já está no UFC há onze anos, mas com um cartel bem irregular  (13 vitórias e 11 derrotas). Ele enfrenta o mexicano Martin Bravo, vencedor do TUF latino 3, que estava invicto com suas 11 lutas até a sua mais recente, em agosto de 2017, com Humberto Bandenay, sendo nocauteado. 


Agora, no sábado é aquele evento mais badalado do ano, UFC 226!

É luta boa desde o início das preliminares e na principal nada menos que o duelo dos campeões Stipe Miocic e Daniel Cormier.

 

Ambos dispensam apresentações. 

 

Miocic não é derrotado desde dezembro de 2014, quando lutou com Cigano, na eleita luta da noite. Mais tarde, na revanche, ele levou a melhor, fazendo sua primeira defesa do cinturão, depois de tomá-lo de outro brasileiro, Werdun. 

 

Cormier está retornando ao peso pesado, com excelente histórico. Sabemos que  na categoria meio-pesado ele tem domínio e é capaz de vencer qualquer um, tirando o seu único algoz, Jon Jones. Mas, para essa super luta, ele é o azarão e com grande diferença. Chegou até a declarar que estava se sentindo desrespeitado.

 

De fato, os dois merecem créditos, não tem como negar. Cormier é conhecido por ser um excelente wrestler, sabe amarrar bem a luta por esse lado. Mas possui o boxe como sua segunda modalidade principal. Assim como Miocic também tem o wrestling como sua modalidade,logo após o boxe é claro, que poderíamos dizer que seria seu carro-chefe. Interessante.

 

O coevento principal traz mais pesados: Francis Ngannou e Derrick Lewis. A típica luta que pode acabar em segundos, ou então se arrastar numa chatice absurda, com os dois mais cansados que a gente depois da academia. Ngannou, que vinha ganhando as lutas sempre no começo, mostrou que seu gás é curto em sua última luta, na disputa pelo cinturão com Miocic, que durou os cinco rounds e ao final ele já nem sabia mais onde estava. Lewis vinha de uma boa sequência de vitórias até perder para Mark Hunt em junho do ano passado, mas este ano já recuperou e venceu Marcin Tybura por nocaute só no terceiro round.

 

Infelizmente, a luta que seria outra disputa pelo título entre Max Holloway e Brian Ortega foi cancelada por motivos de saúde de Holloway durante seu processo de corte de peso. Ortega optou por não lutar com outro adversário e adiar a luta. Ainda bem que temos muitas outras distrações, mas vamos continuar aguardando ansiosamente esse embate.

 

Ainda no card principal, teremos Paul Felder contra Mike Perry, dois nocauteadores; Michael Cheisa contra Anthony Pettis, o Showtime, ambos sempre com belas performances também; e Gokhan Saki, fazendo sua segunda luta no UFC, e terceira de MMA, contra Khalil Rountree, participante do TUF de 2016.

 

Brasileiros serão três.

 

Paulo Borrachinha vai tentar manter sua invencibilidade enfrentando o homem ambulância, Uriah Hall. O décimo e o nono do ranking do peso médio, com potência de sobra. Cheiro de nocaute? 

 

Raphael Assunção, terceiro no ranking do peso galo, encara Rob Font, que vem de uma vitória sobre o nosso Thominhas Almeida com um grande nocaute.

 

E quem entra primeiro é o Gilbert Durinho, na segunda luta da noite, que tem o desafio Dan Hooker pela frente.

 

Atração é o que não falta esse final de semana, pra nós fãs das artes marciais mistas.

Eu não saio da frente da TV nesse sábado hein!

 

Boas lutas para nós!

 

Maria Beatriz Furtado
Paulista, bancária se aventurando no mundo da escrita, sobre um assunto que tanto gosta,MMA, com a maior espontaneidade possível.