Maria Beatriz Furtado
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UFC 231 - PÓS

UFC 231 - PÓS

 

 

Se o evento passado começou monótono, só nas decisões, esse foi bem diferente, já se iniciando com três nocautes seguidos.

Na primeira luta da noite Aleksandar Rakic  nocauteou ainda no primeiro round seu oponente Devin Clark.

Logo depois, tivemos dois brasileiros que também levaram a melhor: Carlos Diego Ferreira, que chegou a flertar com uma finalização, mas acabou nocauteando Kyle Nelson no segundo round; e Dhiego Lima, que conseguiu se recuperar das derrotas e se manter vivo, aliás bem vivo, com um belíssimo nocaute sobre o duro Chad Laprise. O azarão surpreendeu.

O terceiro brasileiro da noite também nos presenteou com uma vitória, dessa vez por decisão, mas bastante sólida, sobre o lutador de casa, Olivier  Aubin-Mercier.

Infelizmente não deu para a Claudinha Gadelha, que acabou perdendo nas papeletas, sendo dominada pela Nina Ansaroff, que estava ao lado de sua namorada e parceira de treinos, a campeã Amanda Nunes. 

Enfim, o card principal chegou e já começou em grande estilo.

A luta de abertura entre Marreta e Jimi Manuwa não poderia ser melhor! Primeiro round eletrizante, com Marreta quase conseguindo um nocaute no início e pouco depois sendo invertido e levando vários golpes, também balançando. Trocação franca. Mas já chegou no segundo round com tudo pra cima e não deu para Manuwa, que caiu direto nocauteado com um dos socos. Marretada nele! Sensacional. Thiago não resistiu e na entrevista ao final da luta lançou "Ainda vou ser campeão do UFC". Só que nessa categoria tem Jon Jones né, amigos..

Alex Oliveira, nosso cowboy, teve momentos bons, conseguiu balançar Gunnar Nelson, mas infelizmente levou um atraso no segundo round, quando abriu um ferimento bem grande em seu rosto, com muito sangramento. Daí então, ficou fácil para  fazer o que é a sua especialidade. Encaixou e finalizou rapidamente. 

Saldo final do Brasil 4x2. Tá bom, vai!

Agora, a primeira disputa de cinturão acredito que não tenha sido muito surpreendente. Valentina Shevchenko conseguiu novamente prevalecer e emplacou sua quarta vitória sobre a ex-campeã Joanna Jedrzejczyk, sendo a primeira no MMA. Sem sombra de dúvidas, a nova campeã impôs seu ritmo e mostrou mais uma vez ser uma lutadora completa, deixando Joanna sem achar nada, embora tenha tido até um round ou outro mais equilibrado. É, acho que a polonesa agora tem que realmente baixar mais a bola...

A última luta da noite fez jus à sua importância. Max Holloway e Brian Ortega nos proporcionaram um show, numa guerra de quatro rounds inteiros, sendo interrompida pelo médico antes de voltar para o quinto e último. O campeão mostrou porque é campeão e ainda merece estar lá, levando a primeira derrota no cartel de Ortega. Por sua vez, o desafiante mostrou que tem queixo e coração, levando golpes duríssimos e se mantendo ali em pé, em uma trocação franca, afinal Holloway frustrou suas tentativas de levar para baixo, o que claramente era de seu interesse, lugar onde se sente em casa. Incrível como o havaiano mesmo depois de seus problemas de saúde, seu afastamento do octógono não atrapalharam e ele voltou com todo o gás. Impressionante a capacidade e velocidade que ele tem de conectar golpes. Excelente. Aquela luta que a gente assiste sem piscar e fica triste que acabou. Quem pára Max Holloway?
Renato Moicano está aí na fila! Será que ele vai frustar mais um brasileiro?

Vamos aguardar os próximos capítulos!

 

Maria Beatriz Furtado
Paulista, bancária se aventurando no mundo da escrita, sobre um assunto que tanto gosta,MMA, com a maior espontaneidade possível.