Maria Beatriz Furtado
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Pós UFC Denver

Pós UFC Denver

O card de ontem não estava cheio de estrelas, com muitos nomes ainda novos, mas não foi nada fraco.

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Antes de qualquer coisa, vale destacar que a edição comemorativa de 25 anos, realizada na mesma cidade onde foi o primeiro UFC, estava com uma cara retrô. As informações dos lutadores e dos rounds eram como quando começou, com as cores e letras no mesmo formato. De vez em quando tocava a música antiga, bem bacana.

Tivemos dois brasileiros na noite: Davi Ramos representou e conseguiu uma finalização ainda no primeiro round contra John Gunther. Muito simpático, deu a entrevista agradecendo o UFC pela oportunidade, dizendo que está pronto para o que vier, não deixando de mencionar a vontade de logo disputar o cinturão. Já Thiago Moisés não teve o mesmo sucesso, sendo dominado com folga pelo iraniano Beneil Dariush. Dois juízes chegaram a dar 30-25.

No card preliminar, tivemos um fato inusitado, onde foi utilizado o VAR, que veio com as novas regras. Sim, esse mesmo, igual ao do futebol. E sim, ele existe agora no MMA.  Bobby Moffet estava com o braço e pescoço do Chas Skelly no chão, quando girou e foi acompanhado nesse giro, mas o árbitro chegou perto e pegou no braço de Skelly e sentiu que estava apagado, interrompendo a luta. O lutador ficou completamente indignado, levantou na hora questionando esse ato, alegando que estava lá acordado o tempo todo. Depois de ver e rever diversas vezes, ainda acreditando que ele apagou por um momento, o árbitro decidiu manter a vitória para Moffett, mas não por finalização, e sim por nocaute técnico. Muita polêmica envolvida, talvez ainda dê pano pra manga, há quem diga que fez errado. Mas, o árbitro é a autoridade máxima naquela hora, certo?

Ainda no preliminar, é legal ressaltar a estreia de Devonte Smith, já nocauteando em menos de um minuto Julian Erosa. Sorte de principiante ou nova promessa?

Já no card principal, Maycee Barber passou por cima de Hannah Cifers, ganhando por nocaute técnico depois de machucar bem. Luta um tanto quanto sangrenta vindo de mulheres. Mas foi bom sair um pouco da rotina de acabar na decisão.

Agora, valeu a pena esperar até alta madrugada para ver os dois últimos confrontos!

Donald Cerrone calou a boca de muita gente que achava que Mike Perry era o favorito dessa luta. Fez um inteligente jogo, controlando a explosão de Perry no início e conseguiu levá-lo pro chão, onde é seu forte, conquistando mais uma finalização para a sua carreira. Chegando assim ao recorde de lutador com maior número de vitórias dentro do UFC. Cowboy sempre proporcionando excelentes performances, merecidíssimo! No final ainda subiram no octógono sua avó sempre presente, e sua esposa com o filho ainda bebê, vestido com trajes de cowboy. Demais!

E, por último, Zumbi coreano e Yair Rodriguez. Que luta! Depois de cinco rounds de guerra, muita trocação, garra, vontade, fairplay, desgate, coreano caminhando para a vitória por decisão... eis que surge a surpresa. Nos últimos DEZ segundos do quinto round – porque os dois continuaram indo pra frente até esse momento – Yair, em um contra golpe, lança o cotovelo e pega debaixo pra cima, levando Jung imediatamente para o chão, já nocauteado. O mexicano foi dar a entrevista mancando, apoiado na sua equipe.  Foi de fato sensacional! Quem estava quase dormindo (como eu!), com certeza acordou.

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Seguem os resultados abaixo. Reparem que várias lutas tiveram decisão dividida esta noite.

Até a próxima!

CARD PRINCIPAL

Yair Rodríguez venceu Chan Sung Jung por nocaute (quinto round, 4:59)

Donald Cerrone venceu Mike Perry por finalização/chave de braço (primeiro round, 4:46)

Germaine de Randamie venceu Raquel Pennington por decisão unânime dos jurados (triplo 30-27)

Beneil Dariush venceu Thiago Moisés por decisão unânime dos jurados (duplo 30-25 e 30-26)

Maycee Barber venceu Hannah Cifers por nocaute técnico (segundo round, 2:01)

Mike Trizano (EUA) venceu Luis Peña (ITA) por decisão dividida dos jurados (29-28, 30-27 e 28-29)

CARD PRELIMINAR

Ashley Yoder venceu Amanda Cooper por decisão dividida dos jurados (duplo 29-28 e 27-30)

Bobby Moffett venceu Chas Skelly por finalização técnica/DArce choke (segundo round, 2:43)

Davi Ramos venceu John Gunther por finalização/mata-leão (primeiro round, 1:57)

Devonte Smith venceu Julian Erosa por nocaute (primeiro round, 0:46)

Eric Shelton venceu Joseph Morales por decisão dividida dos jurados (29-28, 30-27 e 27-30)

Mark de la Rosa venceu Joby Sanchez por decisão dividida dos jurados (28-29, 29-28 e 30-27)

 

 

Maria Beatriz Furtado
Paulista, bancária se aventurando no mundo da escrita, sobre um assunto que tanto gosta,MMA, com a maior espontaneidade possível.