Maria Beatriz Furtado
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Pós UFC 227

Pós UFC 227

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Que evento, gente! Bom demais né.... Cejudo fazendo história, TJ provando ser merecedor do cinturão e brasileiros angariando vitórias.

Nosso primeiro representante a pisar no octógono foi Sheymon Moraes, que fez uma luta equilibrada com Matt Sayles, onde ambos conseguiram trocar em pé, mas sem muitos golpes significativos, terminando na decisão unânime para o brasileiro, que foi superior nos dois primeiros rounds, assim se recuperando da derrota sofrida em sua estréia.

Ricardo Carcacinha também fez uma luta parelha, tanto que levou na decisão dividida. Não foi muito contundente, teve um bom momento quando quase pegou a perna de Kyung Ho Kang, mas não conseguiu manter a posição. O chinês também manda bem na luta de chão. Mais uma vitória pro Brasil.

Pedro Munhoz e Brett Johns fizeram uma luta sensacional, que arrancou belos aplausos. Movimentada do começo ao fim, Munhoz conseguiu dominar, mas Johns provou que tem um baita queixo e coração. Já no segundo round, ele sentiu forte a perna e nem deu para esconder. Caiu fácil, e quando Munhoz parecia estar com a luta na mão quis tentar finalizar só que John ainda conseguiu se defender enquanto cansava o adversário. No final, já era mais difícil de encaixar a guilhotina que Munhoz tanto queria, e com o gás já acabando, também não continuou apertando o passo para nocautear (algo que parecia estar muito perto de acontecer se fizesse uma forcinha) e a guerra se manteve até o soar do gongo, indo para a decisão, com sobras para ele, enquanto Johns mal ficava em pé. 

Thiago Marreta iniciou o card principal, e entrou num ritmo bem acelerado, indo pra cima e buscando sempre o nocaute, como de costume, mas seu oponente novato no UFC, Kevin Holland, além de ser meio inusitado ao ficar rindo e conversando no meio da luta (sim!), foi outro que provou também ser muito resistente. Marreta o levou pro chão e soltou vários golpes bem fortes mas ele aguentou até o final, numa luta que no começo não parecia que duraria os três rounds. Na entrevista, o brasileiro declarou seu plano de subir de categoria, mas ainda estar disponível para entrar no lugar de alguém da divisão no evento de novembro se necessário.

Polyana Viana foi a única brasileira que não saiu com a vitória, sendo dominada por JJ Aldrich na maioria do tempo. Não teve sucesso ao tentar levar para a luta de chão, que é o seu forte, e mais uma luta foi para a decisão, dessa vez não nos favorecendo. Mas bola pra frente, que essa foi apenas sua segunda luta na casa.

E Renato Moicano deu um show ao nocautear o duro Cub Swanson ainda no primeiro round, depois de acertar em cheio um jab limpíssimo que o levou ao chão, e ali foi questão de segundos para o árbitro encerrar a luta. Swanson nem ficou no cage para o anúncio do resultado. Bela conquista para Moicano.

E enfim, chegaram as principais lutas da noite, valendo cinturão. 

Henry Cejudo chocou a todos ao "vencer o invencível" Demetrious Johnson e conseguir tomar seu cinturão depois de 11 defesas consecutivas. Logo no comecinho, Cejudo sentiu algo no pé, que pudemos observar virando o tornozelo e quase bambeando. Naquela hora acho que muita gente pensou que as chances tivessem acabado ali, que não ia conseguir nunca aguentar os cinco rounds. Mas foi algo bem passageiro, porque logo ele voltou ao normal e muito bem, por sinal. A luta foi bem disputada round a round, tanto que no final o resultado saiu por decisão dividida. Cejudo conseguiu um maior domínio e claramente era outro lutador comparado ao primeiro combate entre os dois, onde só tentava a luta agarrada o que foi minando seu gás e terminou em um nocaute. Bom, depois de feito o histórico, ele ainda quer mais. Após a luta, em sua entrevista com Joe Rogan, disparou a idéia de subir de divisão e tentar a chance para ganhar outro cinturão. Será? Ou o natural não seria pensar numa revanche imediata com o campeão durante todos esses anos?

Falando na próxima categoria e em revanches imediatas, fechamos a noite com a famosa rivalidade entre TJ Dillashaw e Cody Garbrant. Uma luta que aparentemente seria de resultado imprevisível, pois os dois se movimentam muito bem, buscam sempre a luta e são strikers que poderiam nocautear a qualquer momento, foi na verdade bem parecida com a primeira, só que mais rápida ainda. Assim como na anterior, Cody até conectou bons golpes, mas dessa vez nem chegou a dar knock down e na trocação franca entre os dois, TJ novamente deu um certeiro que derrubou seu adversário, gerando o início do fim. Aí, foi só esperar e Cody, ainda tonto, ficou sem saber o rumo de casa. Se para começar a luta, eles não se cumprimentaram, ao final dela, TJ mostrou ser superior e tomou a atitude com Cody. Campeão, com certeza.

 

Confira todos os resultados:

CARD PRINCIPAL
TJ Dillashaw derrotou Cody Garbrandt por nocaute técnico no R1
Henry Cejudo derrotou Demetrious Johnson por decisão dividida 
Renato Moicano finalizou Cub Swanson com um mata-leão no R1
JJ Aldrich derrotou Polyana Viana por decisão unânime 
Thiago Marreta derrotou Kevin Holland por decisão unânime

CARD PRELIMINAR
Pedro Munhoz derrotou Brett Johns por decisão unânime
Ricky Simon derrotou Montel Jackson por decisão unânime 
Ricardo Carcacinha derrotou Kyung Ho Kang por decisão dividida 
Sheymon Moraes derrotou Matt Sayles por decisão unânime 
Alex Perez derrotou José Torres por nocaute no R1
Weili Zhang derrotou Danielle Taylor por decisão unânime 
Marlon Vera derrotou Wuliji Buren por nocaute técnico no R2

Maria Beatriz Furtado
Paulista, bancária se aventurando no mundo da escrita, sobre um assunto que tanto gosta,MMA, com a maior espontaneidade possível.