Isabella Rocha
Fotógrafo: Foto: José Júnior
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Por que ser lutadora? com Stéfanie Rondinha

Por que ser lutadora? com Stéfanie Rondinha

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Foto: José Júnior

 

Muitas pessoas se pessoas se perguntam; Porque uma mulher se torna lutadora de MMA? , essa resposta são inúmeras, se vistas detalhadamente, lógico, cada mulher é única e suas histórias de vida também. Mas sempre tem um ponto em comum, elas se apaixonaram primeiramente por uma Arte Marcial, e para ilustrar essa matéria entrevistei uma jovem e promissora lutadora. Se liguem nesta história!

Após observar quatro lutas amadoras da  Stéphanie Bruna Luciano (apelido Ronda), resolvi convida-la para esta matéria e contar sua história.

Stéphanie é uma garota bem jovem, 18 anos, com atuações impecáveis no octógono. É uma figura difícil passar desapercebida pois além de linda dá muita porrada! Ela fez  4 lutas amadoras de MMA.

Mas como ela foi parar no cage? A resposta é um conjunto de fatores que a levou optar pelo MMA mas dois deles foram decisivos, a tristeza pela perda do pai e em segundo plano entrar em forma.

Nem precisa mencionar que a perda do pai é devastadora para qualquer pessoa, imaginem para uma pré-adolescente? Bella, meu pai era tudo para mim. O melhor pai do mundo. Infelizmente ele faleceu, eu tinha apenas 13 anos, em um acidente de caminhão, problemas nos freios. Bateu de frente a uma pedra. Tenho certeza que vou dar muito orgulho a ele lá em cima! Eu era muito grudada nele, a caçulinha, meu pai sempre foi muito bom, tenho certeza que ele iria me apoiar. Tenho lembranças maravilhosas e penso apenas em coisa boas quando falo dele, foi um homem muito foda! Todos que tiveram um tempinho perto dele tiveram sorte!, contou Stéphanie.

Quando tinha 15 anos, como qualquer adolescente, ela queria se adequar pois se achava gordinha, então lhe apresentaram o Jiu-Jitsu. Tenho um amigo que mora em frente minha casa, Rafael, ele começou a fazer e me chamou. Logo que pisei no tatame já me apaixonei pela arte suave. Na época eu era um pouco gordinha e isso me incentivou a fazer uma atividade física. Afirmou. Em janeiro de 2017 ela começou a treinar MMA e aprender as técnicas das outras Artes Marciais que envolvem o esporte.

Como muitos outros jovens ela poderia ter ficado somente com o Jiu-Jtsu que é um esporte completo e atendia suas necessidades, mas como nada é por acaso Stéphanie nos contou

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Foto: José Júnior

como o MMA entrou em sua vida: Teve um tempo que a GFT (Gordin Fihgt Team – academia onde treina) foi treinar na academia do Caio Gregório, todos os dias depois do meu treino de jiu-jitsu ficava vendo a galera treinando MMA. Teve um dia que resolvi pedir para treinar. Sempre fui dedicada, e isso chamou a atenção do meu mestre Cesar Augusto (Gordin), que me chamou para treinar MMA. Depois de 4 meses treinando na GFT, meu mestre já queria me colocar para competir, fiz minha primeira luta de Muay Thai e me sai bem, ganhei! Depois de 2 meses eu estreei no MMA amador. Eu confio muito no meu mestre. Ele entende, sabe qual é a hora certa. Quando ele disse que eu ia estrear no MMA eu fui, confiei nele e sabia que estaria lá, me dando todas as instruções.  Claro que quis saber sobre o medo: Medo eu tive em todas as lutas (risos), mas acho normal. Na primeira eu fiquei muito nervosa, não consegui prestar atenção no meu mestre, escuta-lo. Nas próximas já fui sendo um pouco mais inteligente. Treinei mais, bater melhor o peso, conseguir escutar o meu corner, fiquei mais calma. Pretendo melhor mais e mais a cada luta, evoluir sempre.

Como ela mesma se declarou a caçulinha da família, era imprescindível saber o que a sua mãe achou das escolhas da filha. Minha mãe gostava de me ver praticando esporte, mas teve um pouco de medo por ser luta. Quando passei a treinar MMA ela já achava um pouco louco, porque a academia é longe, tenho que pegar ônibus, metro e ando uns 20 min para chegar. E quando disse que queria competir ela ficou louca, achou que eu ia machucar. Ela foi na minha estreia no MMA amador, quase não olhou para o octógono de medo, chorou. Mas gostou muito. Declarou Stéphanie.

A nossa jovem lutadora logo quando entrou para a academia de Jiu-Jtsu foi apelidada de Ronda e quando perguntei sobre o peso de ser comparada com a grande campeã que a Ronda foi ela me explicou tudo! Sou muito fã dela, da história que ela fez, no judô, primeira mulher a lutar o UFC, ect.... Colocaram esse apelido antes mesmo de eu saber fazer um arm-lock, por eu ser loira e "brigona" como a Ronda. Não sinto nenhum peso, gosto muito do meu apelido, mas sou a Stephanie, e vou fazer minha história.

Refletindo sobre sua história e os planos para o futuro Stephanie concluiu: Eu era muito grudada no meu pai, quando ele faleceu eu senti muito, e o jiu jitsu me ajudou de mais. Todos os dias eu gosto de ir para o treino de me encontrar com meus amigos, meu mestre, rir, aprender. E saber que essa vai ser minha profissão me faz muito feliz, porque eu amo fazer isso, amo ir treinar, amo lutar. Meu sonho é chegar a lutar em eventos internacionais, ser campeã mundial, quero representar minha equipe, família.

 E para nós nos resta torcer muito e apoiar essa jovem promessa do MMA!

Isabella Rocha
Mineira de Belo Horizonte. Idealizadora, criadora e hoje editora do site Mulheres Loucas Por MMA. Apaixonada por artes marciais e esportes de contato especialmente MMA !