Lucas Moreira
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Conheça um pouco sobre o criador do "Prêmio Osvaldo Paquetá"

Conheça um pouco sobre o criador do "Prêmio Osvaldo Paquetá"

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Com o "Prêmio Osvaldo Paquetá", que é considerado o Oscar do MMA nacional, chegando para consagrar os melhores de 2018, com 21 categorias onde estas buscam premiar os profissionais que fazem o MMA acontecer desde "Lutadoor do Ano" a "Cage Gril do Ano". A cerimônia acontecerá em Curitiba, na casa de shows Selfie, no próximo dia 19 de janeiro. Cristiano Martins, criador e presidente do prêmio, nos contou sobre sua paixão e envolvimento com o MMA Nacional.

Como foi seu primeiro contato com o MMA Nacional?

No 24 de abril de 2009, assisti ao vivo no hotel Tio Sam o WFC 1, que teve como evento principal o Dudu Dantas contra o Maurício Facção. No dia 5 de Dezembro de 2009 cobri como imprensa o evento Platinum Fight 2, pela primeira vez e estou nessa pegada até hoje. Nesse Platinum eu vi um card tão luxuoso que se fôssemos pagar hoje, acho que nem o Fight2Night teria verba para isso, o evento tinha lutadores como Renan Barão, Patrício Pitbull, Júnior PQD, Rony Jason, Miltinho Vieira, Diego Braga, dentre outros.

E em meio a grandes eventos internacionais como UFC e Bellator por que você decidiu querer investir no MMA Nacional?

R: Alguns eventos bem produzidos como esse Platinum, me deram a noção que temos condições de fazer grandes eventos aqui e tornar o esporte atraente, sem necessariamente ter a obrigação de que seja um evento internacional, se temos no futebol um campeonato brasileiro minimamente atraente, temos essa possibilidade no MMA Nacional.

Você acha que os eventos nacionais estão seguindo um modelo positivo para evoluir tecnicamente?

R: Não, mas não os culpo, os eventos hoje apenas sobrevivem na esperança de dias melhores, mas a mudança do cenário só vai acontecer, quando os bons costumes começarem a partir dos atletas. Tudo gira em torno deles, tudo é para eles, mas foi por causa de maus comportamentos deles próprios que a maioria dos problemas que hoje enfrentamos assolam o MMA.

Você é um dos criadores do prêmio Osvaldo Paquetá, de onde surgiu toda essa vontade de fazer um evento que premia os melhores atletas do ano do MMA Nacional?
 

R: Toda atividade humana precisa de reconhecimento para prosseguir, com as lutas não é diferente, como existe o Oscar do MMA Mundial, e eu acredito que o cenário nacional tem um cenário amplo e merecedor de aplausos, decidi criar o nacional, afinal, quem melhor que nós, para dizer o que de melhor rolou por aqui? A coisa cresceu mais do que eu imaginava inicialmente e hoje às pretensões são ousadas, pois tudo que é feito com amor quebra barreiras e tem tendências de irem além.

Sobre a violência envolvendo o esporte temos casos bem fortes como o episódio das torcidas organizadas em Belo Horizonte, hoje essas brigas estariam extintas com tanta demonstração de disciplina por parte dos atletas?

R: Por coincidência eu estava lá, e posso falar de tudo desde Belo Horizonte até os problemas criados pelo episódio em nível nacional. Somos o elo frágil dessa corrente, tudo que rolar de briga perto do MMA vai sobrar para o esporte. O evento em si não teve relação com o ocorrido e sim o futebol, foram torcidas organizadas rivais que marcaram o encontro na frente do local fazendo com que essa tragédia acontecesse, isso nos mostra que o MMA tem que ter cuidado em sua relação com o futebol, pois todo mundo sabe que briga entre torcidas acontecem em qualquer lugar do Brasil, mas basta termos a menor ligação que seja para que TODA a culpa recaia sobre nós.

Qual o diagnóstico que você dá a respeito da situação atual do MMA nacional?

R: O MMA Nacional Brasileiro sofre de uma doença crônica, ele só consegue se enxergar até as portas da academia. Não existe uma visão que faça o cenário entender que atitudes antigas como não pensar no oponente, ter zelo pela saúde financeira dos eventos, buscar o melhor pra si sem esquecer que somos todos peça de uma engrenagem maior ou não lembrar da pequena e média imprensa na hora que tenho oportunidade um pouco melhor. Hoje o mercado é imaturo demais, é o velho cada um por si do futebol, a diferença é que o futebol tem patrocínio e nós não.

No MMA feminino vemos grandes nomes brasileiros atuando nos eventos internacionais. Como você analisa o incentivo às lutas femininas no cenário brasileiro?

R: Está bem melhor, hoje temos mulheres duras em todas as categorias, e temos conseguido inclusive cards inteiros com mulheres. Tenho um grupo de apoio ao MMA feminino que já conta com mais de 60 lutadoras e toda semana entram mais mulheres. A coisa tá evoluída para elas.

Os melhores de 2018 serão eleitos por votação popular, então vamos lá! Entrem e votem nos seus candidatos favoritos! É muito fácil basta entrar em www.premioosvaldopaqueta.com.br

Lucas Moreira
Estudante de jornalismo no terceiro período, maratonador de séries e apaixonado por esportes (principalmente pelo campeonato inglês de futebol).